Portugal está disposto a permitir que os Estados Unidos, Brasil ou qualquer outro velho amigo, leve o Capitão Henrique Galvão a julgamento ao abrigo das suas próprias leis. Esta autorização foi comunicada pelo Ministro da Presidência, o qual acrescentou que Portugal não quer ser o único juíz dos culpados.
Esta Nota deve constituir um caso único nos anais internacionais, um país autorizar outros a aplicar as suas próprias leis...
Dentro do Regime, a situação era tão grave que, segundo Elbrick, o Embaixador Americano em Lisboa comunicou a Washigton, mesmo salazaristas incondicionais, sugerem amigavelmente que o Primeiro-Ministro talvez tenha de demitir-se para salvar o regime.
Salazar, fazendo de conta que estava tudo bem, a 5 de Fevereiro, agradeceu publicamente ao Brasil e aos Estados Unidos a assistência prestada no decurso do incidente. Não houve referências a Inglaterra.
Pouco depois de tudo terminado, começa a guerra em Angola, guerra essa que íria durar treze anos.
(ver em Bibliografia uma série de artigos da época sobre Portugal, Salazar, o Estado Novo e os seus problemas, em inglês)
Estado Novo 1961 - O princípio do fim
II-Resumo e cronologia dos acontecimentos
III- A Situação política internacional em 1961
IV - Henrique Galvão, de adepto do Estado Novo a prisioneiro do regime
V - Operação Dulcineia, os preparativos
VI - Operação Dulcineia, a acção
VII- Operação Dulcineia, a internacionalização
VIII - Operação Dulcineia, repercussões internas
IX - A Abrilada de Botelho Moniz
X - Os antecedentes da Abrilada
XI - Desenvolvimento dos acontecimentos
XIII - 1961, O Princípio do Fim?



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