João Paulo II foi Papa durante 9665 dias (quase 27 anos) e, durante este período fabricou 483 santos, cerca de um santo cada 20 dias. Foi o Papa que mais santos fabricou.Um dos santos que tentou fabricar e que não conseguiu por entretanto ter morrido foi Madre Teresa de Calcutá que se limitou a beatificar.
Madre Teresa era uma freira católica de origem albanesa que fundou em Calcutá, na Indía, uma ordem missionária para ajudar os pobres de entre os pobres.
Devido ao seu trabalho e a uma imensa campanha de promoção ganhou em 1978 o prémio Nobel da Paz.
Mas o que é que realmente esta senhora fazia e o que é que era?
Primeiro é de citar o dito, diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és…
É que as companhias da nossa madre eram tudo menos recomendáveis.
Comecemos por Charles Humphrey Keating Jr. um Americano, que conduzia crusadas anti-pornografia e que fundava ligas de decência e que também se envolveu numa fraude que lesou o governo federal em 3 mil milhões de dólares deixando, de caminho, 23.000 cidadãos depenados dos seus haveres.
Quando do seu julgamento (que acabou em condenação), Madre Teresa escreveu uma carta ao juíz a pedir clemência pois este cavalheiro até já tinha contribuído com pelo menos um milhão de dólares para as suas obras de caridade.
Em resposta o acusador publico escreveu-lhe dizendo que ela devia devolver esse dinheiro pois era dinheiro roubado… claro que Madre Teresa nem lhe respondeu.
Outros dos beneméritos que ela visitava regularmente era o brutal ditador do Haiti (Baby Doc), perito em roubar o seu povo e a reduzi-lo à extrema miséria, facto que nunca preocupou a nossa Madre.
E, há outros, Pinochet, por exemplo.
Quanto aos hospitais lá na Indía, não passam de depósitos de doentes esperando a morte, doentes que nem sequer podem ser visitados por familiares e amigos.
Isto não impedia que a nossa Madre passasse a maior parte do tempo luxuosamente alojada em Roma ou Nova Iorque e que se deslocasse privados!
E o que é que ela fazia durantes estas deslocações? Reunia-se com os grandes deste Mundo e fazia campanhas contra o aborto e contra o divórcio. O que não a impediu de se congratular com o divórcio da sua amiga Diana de Gales…
Para mais informações recomenda-se a leitura das seguintes páginas:
Mother Teresa, John Paul II, and the Fast-Track Saints
Was Mother Teresa for real, or was she 20th Century's biggest fairy tale ?
Prepare to be disillusioned...
Mommie Dearest



4 comentários:
Antes demais obrigado por visitares o meu blog!
Quanto ao teu post, respeito, mas não creio que as coisas foram assim tão maquiavélicas como se diz... o facto de ela ser amiga de uma pessoa menos aconselhável, não quer dizer que seja o seu espelho, tu terás que fazer o bem para com os teus inimigos, não com quem não precisa... ela não passava a maior parte do tempo em Roma ou em Nova Iorque, mas sim no seu convento em Calcutá a tratar dos mais carenciados. Os doentes que ela tinha a seu cuidado, a maior parte não tinha familia ou se tivesse era a própria familia que os abandonava. Ela gostava mais de recolher crianças da rua e bébés deitados ao lixo (que ainda costuma ser uma practica muito comum na India). quanto ao divorcio, não sei se a Madre Teresa é a favor ou não, mas pelo que sei, ela era a favor do respeito por tal, um casamento sem respeito é muito pior que um divórcio.
Obviamente que ela precisava de dinheiro de fora, doações das pessoas, o governo não lhe dava um "salário" para ela manter todas as instituições e são necessários milhões de euros, são muitas as pessoas, muitas as crianças contaminadas com a lepra ou SIDA nesses paises, se aqui custa os olhos da cara imagina lá.
Como disse, respeito a tua opinião, assim como respeitas-te a minha.
Eu respeito muito Madre Teresa de Calcutá e realmente tenho um carinho enorme por ela.
Continuação de um óptimo trabalho neste teu blog!
Abraços
Disses-te no meu blog e que me ficou na cabeça:
- "Mas há uma coisa que referes sobre a Madre Teresa que eu acho extremamente perigosa, o facto de não te chocares com o ela aceitar dinheiro de todas as proveniências.
Isto pode ser resumido em dois ditos, "Os fins justificam os meios" ou "o dinheiro não tem cheiro".
É justo aceitar-se dinheiro roubado só porque o vou utilizar bem?
E quem é que define que a utilização que lhe estou a dar é boa? Eu, claro...
Estes princípios arrasam totalmente com a nossa civilização e com o nosso modo de viver. E ainda por cima não nos garante, de nenhuma forma, uma sociedade mais justa."
Quanto a este teu "ponto de vista" digamos, concordo com ele em tudo e gostei bastante de o ler, como disse ficou na minha cabeça.
Mas como temos a certeza que se sabe que ela sabia que era dinheiro sujo??? não me passa pela cabeça a Madre Teresa saber que determinado dinheiro "é sujo" e mesmo assim aceita-lo.
Mas o que realmente vim aqui fazer é tirar o chapéu a tal comentário.
Mas, entrando por outra vertente, se o meu pai/mãe estivesse muito doente ou não tivessem nada para comer, eu aceitaria todo o dinheiro que me quisessem dar para os ajudar... mas isso não faz de mim uma má pessoa, (digo eu)
Tudo de bom!
Abraços
"Mas como temos a certeza que se sabe que ela sabia que era dinheiro sujo??? não me passa pela cabeça a Madre Teresa saber que determinado dinheiro "é sujo" e mesmo assim aceita-lo."
A principio nem questionei a historia da Madre Teresa.
Mas, o que me chamou a atenção foi a sua amizade com os Duvalier do Haiti.
Os Duvalier, pai e filho, foram dos piores ditadores da História, viviam no luxo no meio de um país com um dos piores níveis de vida de todo o mundo e uma das mais brutais polícias políticas, os toutou macoute.
E o que dizia Madre Teresa disto? Não sabia? Não pode, ela era visita do Baby Doc e, sobre a sua esposa, Michele, escreveu:
"someone who feels, who knows, who wishes to demonstrate her love not only with words but also with concrete and tangible actions"
e
"never seen the poor people being so familiar with their head of state as they were with her. It was a beautiful lesson to me"
(ver http://blog.case.edu/singham/2007/09/19/mother_theresas_mixed_legacy)
E o grave disto tudo não é só o aceitar o dinheiro sujo dos Duvalier, é dar-lhes uma espécie de garantia que poderia lançar a dúvida nalgumas passoas.
No fim os Duvalier foram expulsos do Haiti mas, tiveram o cuidado de levar o saque com eles.
Sobre o Baby Doc podes ver:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Claude_Duvalier
Prezado Senhor,
Primeiramente, agradeço tua visita ao blog Oficina de Gerência.
Sobre o teu post a respeito de Madre Teresa, como é meu hábito, respeito todas as opiniões, mas não estou de acordo.
Prefiro a versão, digamos, clássica do trabalho de Madre Teresa. Na verdade, a história nos ensina que não existem grandes personagens (inclusive os "homens santos") que não tenham máculas nas suas biografias; e nem por isso deixaram de praticar grandes feitos e servir de exemplos paara a humanidade.
Não que eu eu acredite que um espírito, tão dedicado à causa dos pobres como ela, possa ter se comportado como tu e tuas fontes a descrevem. Todavia é a teu pensamento e tens pleno direito a ele.
Grato pelo contato e volte sempre ao meu blog.
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