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Segunda-feira, Setembro 01, 2008

Madre Teresa de Calcutá... mito ou fraude?

João Paulo II foi Papa durante 9665 dias (quase 27 anos) e, durante este período fabricou 483 santos, cerca de um santo cada 20 dias. Foi o Papa que mais santos fabricou.

Um dos santos que tentou fabricar e que não conseguiu por entretanto ter morrido foi Madre Teresa de Calcutá que se limitou a beatificar.
Madre Teresa era uma freira católica de origem albanesa que fundou em Calcutá, na Indía, uma ordem missionária para ajudar os pobres de entre os pobres.

Devido ao seu trabalho e a uma imensa campanha de promoção ganhou em 1978 o prémio Nobel da Paz.

Mas o que é que realmente esta senhora fazia e o que é que era?

Primeiro é de citar o dito, diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és…

É que as companhias da nossa madre eram tudo menos recomendáveis.

Comecemos por Charles Humphrey Keating Jr. um Americano, que conduzia crusadas anti-pornografia e que fundava ligas de decência e que também se envolveu numa fraude que lesou o governo federal em 3 mil milhões de dólares deixando, de caminho, 23.000 cidadãos depenados dos seus haveres.

Quando do seu julgamento (que acabou em condenação), Madre Teresa escreveu uma carta ao juíz a pedir clemência pois este cavalheiro até já tinha contribuído com pelo menos um milhão de dólares para as suas obras de caridade.

Em resposta o acusador publico escreveu-lhe dizendo que ela devia devolver esse dinheiro pois era dinheiro roubado… claro que Madre Teresa nem lhe respondeu.

Outros dos beneméritos que ela visitava regularmente era o brutal ditador do Haiti (Baby Doc), perito em roubar o seu povo e a reduzi-lo à extrema miséria, facto que nunca preocupou a nossa Madre.

E, há outros, Pinochet, por exemplo.

Quanto aos hospitais lá na Indía, não passam de depósitos de doentes esperando a morte, doentes que nem sequer podem ser visitados por familiares e amigos.

Isto não impedia que a nossa Madre passasse a maior parte do tempo luxuosamente alojada em Roma ou Nova Iorque e que se deslocasse privados!

E o que é que ela fazia durantes estas deslocações? Reunia-se com os grandes deste Mundo e fazia campanhas contra o aborto e contra o divórcio. O que não a impediu de se congratular com o divórcio da sua amiga Diana de Gales…

Para mais informações recomenda-se a leitura das seguintes páginas:

Mother Teresa, John Paul II, and the Fast-Track Saints

Was Mother Teresa for real, or was she 20th Century's biggest fairy tale ?
Prepare to be disillusioned...


Mommie Dearest

4 comentários:

anjo azul disse...

Antes demais obrigado por visitares o meu blog!
Quanto ao teu post, respeito, mas não creio que as coisas foram assim tão maquiavélicas como se diz... o facto de ela ser amiga de uma pessoa menos aconselhável, não quer dizer que seja o seu espelho, tu terás que fazer o bem para com os teus inimigos, não com quem não precisa... ela não passava a maior parte do tempo em Roma ou em Nova Iorque, mas sim no seu convento em Calcutá a tratar dos mais carenciados. Os doentes que ela tinha a seu cuidado, a maior parte não tinha familia ou se tivesse era a própria familia que os abandonava. Ela gostava mais de recolher crianças da rua e bébés deitados ao lixo (que ainda costuma ser uma practica muito comum na India). quanto ao divorcio, não sei se a Madre Teresa é a favor ou não, mas pelo que sei, ela era a favor do respeito por tal, um casamento sem respeito é muito pior que um divórcio.
Obviamente que ela precisava de dinheiro de fora, doações das pessoas, o governo não lhe dava um "salário" para ela manter todas as instituições e são necessários milhões de euros, são muitas as pessoas, muitas as crianças contaminadas com a lepra ou SIDA nesses paises, se aqui custa os olhos da cara imagina lá.
Como disse, respeito a tua opinião, assim como respeitas-te a minha.
Eu respeito muito Madre Teresa de Calcutá e realmente tenho um carinho enorme por ela.
Continuação de um óptimo trabalho neste teu blog!
Abraços

anjo azul disse...

Disses-te no meu blog e que me ficou na cabeça:

- "Mas há uma coisa que referes sobre a Madre Teresa que eu acho extremamente perigosa, o facto de não te chocares com o ela aceitar dinheiro de todas as proveniências.
Isto pode ser resumido em dois ditos, "Os fins justificam os meios" ou "o dinheiro não tem cheiro".
É justo aceitar-se dinheiro roubado só porque o vou utilizar bem?
E quem é que define que a utilização que lhe estou a dar é boa? Eu, claro...
Estes princípios arrasam totalmente com a nossa civilização e com o nosso modo de viver. E ainda por cima não nos garante, de nenhuma forma, uma sociedade mais justa."


Quanto a este teu "ponto de vista" digamos, concordo com ele em tudo e gostei bastante de o ler, como disse ficou na minha cabeça.
Mas como temos a certeza que se sabe que ela sabia que era dinheiro sujo??? não me passa pela cabeça a Madre Teresa saber que determinado dinheiro "é sujo" e mesmo assim aceita-lo.

Mas o que realmente vim aqui fazer é tirar o chapéu a tal comentário.
Mas, entrando por outra vertente, se o meu pai/mãe estivesse muito doente ou não tivessem nada para comer, eu aceitaria todo o dinheiro que me quisessem dar para os ajudar... mas isso não faz de mim uma má pessoa, (digo eu)

Tudo de bom!
Abraços

O Raio disse...

"Mas como temos a certeza que se sabe que ela sabia que era dinheiro sujo??? não me passa pela cabeça a Madre Teresa saber que determinado dinheiro "é sujo" e mesmo assim aceita-lo."

A principio nem questionei a historia da Madre Teresa.
Mas, o que me chamou a atenção foi a sua amizade com os Duvalier do Haiti.

Os Duvalier, pai e filho, foram dos piores ditadores da História, viviam no luxo no meio de um país com um dos piores níveis de vida de todo o mundo e uma das mais brutais polícias políticas, os toutou macoute.

E o que dizia Madre Teresa disto? Não sabia? Não pode, ela era visita do Baby Doc e, sobre a sua esposa, Michele, escreveu:

"someone who feels, who knows, who wishes to demonstrate her love not only with words but also with concrete and tangible actions"

e

"never seen the poor people being so familiar with their head of state as they were with her. It was a beautiful lesson to me"

(ver http://blog.case.edu/singham/2007/09/19/mother_theresas_mixed_legacy)

E o grave disto tudo não é só o aceitar o dinheiro sujo dos Duvalier, é dar-lhes uma espécie de garantia que poderia lançar a dúvida nalgumas passoas.

No fim os Duvalier foram expulsos do Haiti mas, tiveram o cuidado de levar o saque com eles.

Sobre o Baby Doc podes ver:

http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Claude_Duvalier

Herbert disse...

Prezado Senhor,
Primeiramente, agradeço tua visita ao blog Oficina de Gerência.
Sobre o teu post a respeito de Madre Teresa, como é meu hábito, respeito todas as opiniões, mas não estou de acordo.
Prefiro a versão, digamos, clássica do trabalho de Madre Teresa. Na verdade, a história nos ensina que não existem grandes personagens (inclusive os "homens santos") que não tenham máculas nas suas biografias; e nem por isso deixaram de praticar grandes feitos e servir de exemplos paara a humanidade.
Não que eu eu acredite que um espírito, tão dedicado à causa dos pobres como ela, possa ter se comportado como tu e tuas fontes a descrevem. Todavia é a teu pensamento e tens pleno direito a ele.
Grato pelo contato e volte sempre ao meu blog.

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